sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

FAU

Projetado por Vilanova Artigas em 1969, de referências brutalistas, o edifício reflete o pensamento do arquiteto sobre a dinâmica do ensino de arquitetura. Artigas foi um dos fundadores da FAU-USP, e responsável pela reforma curricular que trouxe o ensino de programação visual e desenho industrial como parte dos estudos do aluno de Arquitetura, sem nunca perder o foco nas edificações.
O prédio possui um grande fosso central, e seus andares são interligados por rampas. Na FAU, todos veem e todos são vistos, dada à fluidez da conexão em seus ambientes. As salas de aulas teóricas se encontrar no último andar, há vários 'estúdios' para a prática projetual. Hoje, com a disseminação dos projetos feitos em programas de computador, ao invés das pranchas desenhadas à mao, os estúdios estão sem parte de sua função. A biblioteca da FAU é referência em bibiliotecas específicaa, contendo todo tipo de material impresso e multimidia relacionado à arquitetura. Também há laboratórios de informática, canteiro de obras e oficinas de maquete, carpintaria, entre outras, que, com excessão do laboratório, se localizam em anexos.
Infelizmente o prédio se encontra em estado de degradaçã devido à falta de cuidados, com vazamentos no telhado, e, à época da visita, 2 estúdios inteiros do terceiro andar estavam interditados para uso, por falta de segurança.
Ainda assim, a FAU é referência em ensino e pesquisa de Arquitetura, com participação ativa dos alunos no dia a dia da faculdade. São oferecidas disciplinas optativas em áreas que variam de contrução e engenharia a design visual e de móveis, oferecendo uma formação bem diversificada.
Lá se respira arquitetura, se vive arquitetura, se reflete arquitetura. O edifício é muito confortável, e sua circulação estimula a convivência e a troca de idéias, o que acontece com frequencia, pois muitos alunos passam os dias inteiros lá. Um sonho e modelo de escola, que mesmo com suas falhas, é um exemplo a se seguir.






Edifício Itália

O Edifício Itália, é o segundo maior da cidade de São Paulo e do Brasil em altura, com 168 metros (150 a partir do nível da rua) distribuídos em 46 andares, e foi inaugurado em 1965. Em seu terraço se encontra um restaurante, e na parte externa é possível ter uma vista em 360º da cidade. Também é possível se avistar o terraço do Copan, em detalhes, pois o Ed Itália se encontra em nível mais alto.




Copan

O Copan, maior estrutura em concreto armado no Brasil, foi projetado e construído para a comemoração do aniversário de 400 anos de São Paulo, assim como o Parque Ibirapuera. Sua intenção inicial era abrigar um hotel, mas com a quebra do banco que financiava a construção, seu uso foi modificado. A obra não foi tocada por Niemeyer, mas sim por Carlos Lemos, ficando apenas a forma exterior fiel ao projeto de Niemeyer.
O Copan possui 37 andares e cerca de cinco mil residentesem 1.160 apartamentos distribuídos em seis blocos, além de galeria comercial com 72 lojas. Seu terraço oferece uma visão privilegiada da cidade, e seu acesso é feito apenas com autorização da administração do edifício.
Seus apartamentos são amplos para o padrão de apartamento econômico atual, e são encontrados em tamanhos que variam de quitinetes a apartamentos com 3 quartos. Cada bloco comporta uma tipologia diferente.
Seguem fotos do edifício, da cidade vista do terraço [com destaque para o edifício Itália, próximo ao Copan, e cujo terraço também pode ser acessado], e das vistas exteriores de uma unidade de apartamento com 2 quartos [não foram tiradas fotos internas em respeito à moradora].




Bienal de Arquitetura 2007

Nossa visita no ano de 2007 foi feita de modo a visitarmos a Bienal de Arquitetura, no Ibirapuera. A visita tomou um dia todo, para que pudessemos ver e interagir com todas as propostas, projetos, idéias, protótipos e instalações lá expostas.
Além do estudo da história da Arquitetura é muito importante estarmos informados sobre todas as tendências atuais tanto em relação a formas, materiais, texturas, estruturas, e tecnologias, para compor a bliblioteca pessoal de cada arquiteto e assim, enriquecer sua produção.
Pessoalmente, o trabalho que mais me chamou atenção foi o do grupo alemão feld72, que trouxe uma reflexão sobre como nos apropriamos da cidade, do impacto de cada edifício sobre o conjunto urbano, e também sobre seus usuários.



A proposta deles é, através de intervenções das pessoas que moram nas cidades, através da colagem de adesivos em lugares variados, começarmos a refletir mais em todas as relações que os edifícios, a malha urbana e as pessoas que as utilizam formam. É uma proposta diferente, e por isso, realmente traz a reflexão.
www.feld72.ad

Auditório do Ibirapuera

O auditório é uma adição tardia do complexo do Parque do Ibirapuera, que foi inaugurado em 1955, e embora constasse do projeto original foi concluído apenas em outubro de 2005.
Infelizmente não pudemos fazer uma visita guiada ao interior do auditório, pudemos visitar apenas o exterior e área de foyer, com escultura de Tomie Othake.
O edífício tem forma simples, trapezoidal, na cor branca. Se descacam a 'labareda' vermelha que marca a entrada, e a porta dos fundos, que abre o palco para o exterior, possibilitando apresentações para maiores públicos.


Casa e Casinha do Artigas

Estas duas residências foram projetadas por Vilanova Artigas, para ele mesmo. Se localizam em um mesmo terreno em Campo Belo, que na época da construção ficava nos arredores da cidade.

A primeira, conhecida como "Casinha" foi desenhada em 1942, era usada por Artigas e sua esposa nos finais de semana, quando ainda não tinham filhos. Ela é rotacionada no terreno em 45º, não sendo paralela às vias que margeiam o lote, que é de esquina. Ela é feita em tijolo, telha de barro e madeira, estruturada em torno de um núcleo central composto pela cozinha e banheiro, e em torno dele se encontram uma sala em L, um dormitório em mezanino sobre a sala e um dormitório com estúdio rebaixado. Realmente faz jus ao apelido, pois suas proporções são bem menores que o convencional, a tornando aconchegante, com uma aura romântica.
A casinha já foi moradia, arquivo de Artigas e hoje a Casinha é alugada para uma floricultura.

Já a Casa, ao lado no mesmo terreno, tem outro estilo, e outras proporções. Ela é em tijolos, concreto e vidro, linear, também com o banheiro e a cozinha em seu centro, mas com a função de separar a área intima da casa [quartos] da área social [sala e terraço]. O único cômodo que ocupa um pavimento superior é o estúdio, que hoje é usado como quarto de um dos netos de Artigas. A casa é tombada como patrimônio Municipal, o que não necessariamente garante sua preservação. Recentemente os proprietários instalaram por conta própria azuleijos na parede da cozinha, que originalmente não os possuía, pois as paredes estavam mofando. Além de não fornecer recursos para a conservação, o conselho de patrimônio condenou os proprietários por modificarem o bem tombado, segundo a proprietária, nora de Artigas. É uma casa moderna, diferente da Casinha, mas não menos agradável e aconchegante.
As descrições, impressões e fotos provavelmente não estarão na ordem na qual os locais foram visitados. Cada lugar é único, com sensações e formas incomparáveis, e isso não será perdido na ordem das postagens.
São Paulo é uma cidade mágica, onde pode se pensar que praticamente tudo é possível. A variedade de pessoas e lugares a se visitar contagia, e ao mesmo tempo em que se quer passar o dia todo em determinado local, se quer conhecer tudo ao mesmo tempo.
A viagem aqui relatada foi feita em um período muito curto, e por isso, deixou a desejar em relação à quantidade de locais visitados. Mas ficamos em cada lugar tempo suficiente para sermos marcados por eles.